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21 de out. de 2011

Dúvidas demais pra escolher um título.

Só perguntem o que vou fazer da minha vida se já souberem o que vão fazer das suas.

O mundo gira tão depressa que me deixou tonta. 
Todas as certezas que viviam aqui dentro sumiram num piscar de olhos e já não sei quem é a mulher na minha carteira de identidade. Todos parecem saber, menos eu.
Assino papéis, atendo telefones, confirmo presenças. Respondo por um nome escolhido por meus pais e que o tempo me ensinou ser eu. Quem é esse eu que eu vejo no espelho? 
Não conheço, não reconheço.
O que quer, o que sonha, onde deseja estar? 
Que evaporem os condicionamentos, os imperativos, as expectativas a meu respeito. Tem uma voz que grita dentro de mim e o barulho do mundo não me deixa ouvir quem sou.
Quantos medos, pecados e frustrações eu escondo da minha consciência tentando ser o que me ensinaram ser. Uma pessoa boa, correta, bonita, centrada.
Quantas vontades camufladas, sonhos acorrentados, desejos reprimidos. 
Não sou mais que um animal domesticado.
Minha selvageria pulsa dentro de meu sangue me incitando a correr, caçar, reproduzir. Estou presa a mim mesma; à tudo o que fui condicionada a crer, sentir e amar. Quero sair.
E agora, cadê o mundo pra ME responder: pra onde vou?